Celeiro de Ases de Abril: Ídolos Eternos
Para o Celeiro de Ases de Abril, selecionamos só craques das décadas de 50, 60 e 70. Escolha na enquete, localizada na coluna da direita, qual dos ídolos eternos gostaria de ver na seção Celeiro de Ases do próximo mês.
Bodinho
O Recife tinha fama de revelar grandes atacantes. Na década de 1940, o centroavante mais famoso do Brasil era Ademir de Menezes, revelado pelo Sport e que fazia sucesso no Vasco. No mesmo ano em que Ademir trocou o Vasco pelo Fluminense, em uma transação polêmica, despontava no pequeno Íbis um centroavante magro (64 kg) e baixo (1,75m), mas que por causa de suas cabeçadas fulminantes foi apelidado de Bodinho. Seu nome? Nilton Coelho da Costa.
por Raul Pons
Scala
Luiz Carlos Scala começou a carreira jogando no Rio Grande (RS) e antes de chegar ao Beira-Rio ainda atuou no Riograndense (RS). Depois de brilhar no Internacional, Scala teve uma rápida passagem pelo Botafogo do Rio e encerrou a carreira, aos 34 anos, no América de Natal (RN). o Colorado, o zagueirão marcou época jogando ao lado de Schneider, Laurício, Bibiano Pontes, Luis Carlos, Jorge Andrade, Tovar, Gainete, Joaquim, Sadi, Carlitos, Bráulio, Claudiomiro, Lambari e Dorinho. Este foi praticamente o time que derrotou o Corinthians pelo Robertão, em 1967, no Pacaembu, por 1 a 0, gol de Lambari (já falecido). Este resultado foi recebido como final de copa do mundo em Porto Alegre. À época, era incomum time grande paulista ou carioca perder em casa.
por Rogério Micheletti
Dorinho
Oldorelino Nunes Leal, o ex-meia-esquerda canhoto Dorinho, foi jogador do Internacional de Porto Alegre nas décadas de 1960 e 1970. No entanto, surgiu no Fluminense de Santana do Livramento-RS, sua terra natal, de onde saiu para o Colorado com apenas 17 anos. Também passou pelo Botafogo do Rio em 1972. Uma das histórias mais marcantes de sua carreira aconteceu no Gre-Nal de inauguração do Beira-Rio, em 1969. Na ocasião, uma briga envolvendo praticamente todos os jogadores que estavam em campo interrompeu a partida. Com os ânimos mais calmos, o árbitro expulsou nada menos que 19 atletas com exceção de Dorinho, do Inter, Alberto e João Severiano do Grêmio. Foi campeão gaúcho pelo colorado de 1969 a 1974.
Por Marcelo Rozenberg
Escurinho
O primeiro jogo da decisão do Campeonato Gaúcho de 1975 estava complicado para o Inter. O Grêmio vencia o clássico por 1 a 0 no Olímpico e sua torcida cantava eufórica com a vitória parcial. Foi quando o técnico Rubens Minelli chamou Escurinho para entrar. O ex-jogador até hoje lembra do silêncio que tomou conta da torcida gremista quando ele se encaminhava à mesa para assinar a súmula. A torcida adversária parecia prever o gol de cabeça do meia, marcando aos 45 minutos do 2º tempo e levou a decisão para o Beira-Rio, onde o Inter venceu e conquistou o sétimo título estadual consecutivo.
por André Baibich
Caçapava
Batizado como Luis Carlos Melo Lopes, o apelido surgiu por causa da cidade onde nasceu, Caçapava do Sul, distante 263 km da capital. Em um time onde quase todos atacavam e tinham qualidade para isso, o volante Caçapava era o responsável pela guarnição da defesa colorada. Junto com Falcão, Carpegiani e depois Batista, formou um dos meio-campos considerados dos sonhos pelos colorados mais antigos. Como marcador implacável, anulou grandes craques que ousaram ameaçar dos defensores do Inter, como Adãozinho e Palhinha, na final do Campeonato Brasileiro contra o Cruzeiro em 1975, e Geraldão, do Corinthians, em 1976.
por Matheus Kern


